Post-combo!

Raps de Verão Vol.3 no programa Freestyle
E eu só posso agradecer a todos que me ajudaram e estão colaborando com o projeto Raps de Verão Vol.3, tanto no pessoal como no profissional, ehehehe...
Sites, blogs, zines e todo mundo que ta divulgando no boca-a-boca o terceiro volume da mixtape já resultaram em mais de 3 mil downloads, em menos de um mês que ela está no ar!

Um dos destaques que a mixtape teve recentemente foi do programa Freestyle, que é uma das principais fontes de informações ‘seguras’ sobre rap nacional hoje.
Pra escutar é só clicar aqui!
MC Rappórter, a evolução do freestyle
E quem assiste TV aberta e curte um rap nacional já deve ter visto nos começos de noite de sábado o lendário MC Max B.O. entrevistando celebridades e o povo na rua com rimas improvisadas.
Trata-se do quadro MC Rappórter, em que o membro da Academia Brasileira de Rimas leva o dom de improvisar para um próximo nível, muito mais dinâmico que as hoje previsíveis batalhas de MCs.
Misturar jornalismo e improviso com entrevistas na rua com certeza é a mutação mais saudável que eu vi recentemente dentro do rap nacional, e quem sabe até internacional.
Se você quiser ver o que eu to falando, assiste o programa Brothers na RedeTV às 19h de sábado e saca só pra onde o rap ta caminhando.
Ou então joga no Youtube!
Vida longa ao MC Rappórter!
“Coincidências”
Alguém já escutou o som “Diva” da Beyoncé?
A música pra variar tá bombando no rádio, TV e internet, mas outro dia, ouvindo desatentamente esse som, saquei algo intrigante, que eu não sei dizer se é excesso ou falta de criatividade de quem fez essa batida.
Coincidências a parte, o beat desse som tem a mesma produção e timbres de a “A Milli” do Lil Wayne, que já é um puta hit, e parece que a idéia do produtor Bangladesh era essa mesmo: em time que está ganhando, não se mexe.
Os repiques, timbres de caixa, ‘mutes’ e se bobear, até o mapa da música é o mesmo.
Ao invés do loop psicótico “A milli, A milli, A milli”, agora é a vez de atormentar a cabeça dos ouvintes com uma repetição massiva de “I am a diva, I am a diva, I am a diva” que acaba dando até a impressão que o som é um remix do hit do Lil Wayne.
Os vídeos dos dois sons e as conclusões você pode tirar aqui:
Rap Teen?
E o que dizer do rap adolescente ou “teen rap” feito por caras como Souljah Boy, Asher Roth, Tyga e Bow Wow?
Parece que nunca a expressão “rap adulto” fez tanto sentido como hoje...
O engraçado é que quando eu era adolescente ainda não tinha essas coisas para iniciar o adolescente dentro do rap... Ehehehe
Até tinha o Kriss Kross, mas num era nada comparado a hoje...

Aí surge a questão: introduzir o jovem no rap ou o rap no jovem?
Se você pensar bem, o rap hoje é “oferecido” ao jovem, da mesma maneira que oferecem um Malhação ou um Caldeirão do Huck. Será que isso é bom?
Sem dúvida, uma das conseqüências óbvias da expansão e aceitação do rap por todas as camadas da sociedade é que o rap aumente os seus limites, tanto de ‘bom’ quanto de ‘ruim’. Com cada vez mais gente fazendo rap, a tendência é que se tenha mais volume de arte e de lixo dentro do mesmo gênero.
Agora voltando ao rap teen, o que é mais brochante é que ao invés de despertarem algo novo no jovem, os artistas preferem usar as rimas como vitrine para um consumismo barato e muitas vezes, fora do alcance e realidade dos adolescentes que escutam esses raps-merchandising.
Ainda bem que todo esse crescimento do rap também permite que o jovem olhe pro lado e tenha chance de conhecer algo menos alienante...



























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